Eu sempre acho que as pessoas esperam que eu diga alguma coisa. E eu realmente quero dizer. Foram várias as vezes que comecei este texto e não consegui ir em frente. O que fazer quando simplesmente não há palavras com as quais eu consiga me expressar?
Ela sempre tinha a coisa certa pra me dizer e eu sempre procurei escutar, mas, de uns dias pra cá, confesso que já não lhe destinava mais a mesma atenção de antes. Eu fui tão egoísta! Lembro-me como se fosse agora dos dias em que ela me pedia para ficar um pouco mais, de como ela reclamava (incansavelmente) da minha pressa e da minha ausência estendida; dizendo o quanto eu lhe fazia falta e de como ela sentia saudades.
Estando sempre ocupada, e correndo para dar conta das coisas, achei que meu álibi era plausível e de que eu fazia a coisa certa em me ausentar e me distanciar. Mas hoje vejo que tudo não passou de desculpas (e desculpas e desculpas) - podia ter doado mais de mim!
Quando as pessoas vão ficando mais velhas a gente (de uma forma curiosa) um dia chega a imaginar como elas irão morrer. Cheguei a imaginar algumas vezes. Mas, sempre pensei que Deus teria que ser muito criativo para conseguir levar alguém que tinha tanta vontade de viver. E por mais que a minha imaginação floreasse, não pensei que seria tão rápido assim...
Ainda que com a idade avançada, digo que foi rápido de mais... ela era eterna pra mim!
Ela ainda sonhava. Nas nossas conversas ela sempre me dizia dos planos futuros, não os dela, mas os que ela fazia em projeção a nós, e me perguntava se estaria viva para presenciar todos eles. Eu dizia que sim, ainda que eu soubesse que alguns demorariam muito para acontecer, deseja profundamente que ela ainda estivesse ali.
Hoje eu sei que faltará alguém quando certas coisas acontecerem. Mas, sei que embora a presença dela não se faça de forma palpável e visível, ela sempre estará perto de mim: vibrando em cada conquista e me protegendo diante das dificuldades. Assim como ela cuidou de mim quando nasci, e como ela me colocou no colo quando precisei, sei que, de onde ela estiver ela continuará cuidando de mim e me acalentando. Ela me criou pra vida (dizem que vó é segunda mãe), ela me ensinou como lutar e como enfrentar o medo, e ainda que seja sem o seu calor, sei que estarei pronta, e que simplesmente o seus ensinamentos e conselhos ressoando ao pé do meu ouvido me fará senti-la aqui (perto de mim) - pra sempre!
Bom, acho que a crítica está vindo um pouco atrasada, mas tá valendo! Há um tempo, vi em cartaz um filme cujo livro inspiração eu queria muito ler, e como tenho tido experiências de que os livros são sempre melhores, me recusei a assistir o filme enquanto eu não tivesse lido o tal livro. Correria da vida, necessidade de ler outras obras primeiro, acabei deixando-o de lado, e postergando a leitura. Uma vez ou outra, o procurei nas bibliotecas que tenho acesso, por não encontrá-lo acabei cedendo ao meu desejo e me dei o livro, com mais outro, de presente de aniversário...
O menino do pijama listrado
de John Boyne
Embasado em histórias da Segunda Guerra Mundial, o autor faz uma abordagem diferente do que se está acostumado a ler sobre este respectivo tema. John Boyne de uma forma inusitada descreve a visão infantil diante da perspetiva nazista e dos horrores da guerra. Escrito em terceira pessoa, a voz do narrador se confunde com a maneira como o jovem Bruno, filho de um comandante do exercito nazista e protagonista da história, interpreta o mundo ao seu redor. A dificuldade em compreender a fonologia do título dado a Hitler e do lugar onde passam a morar, representam essa mistura e confusão utilizada pelo autor para permitir que o leitor compreenda, ainda mais profundamente, a visão da criança.
Contada sem muitos detalhes, e desvalorizando fatos que em outros livros, com outra abordagem, seriam importantes, a história discorre rápida, fácil de ler e incrível! O jovem Bruno, junto com sua família, por ordem do Führer, são obrigados a se mudar de Berlim para uma outra casa em um país distante. Longe de casa e dos amigos, Bruno se sente aprisionado e só. Em uma de suas tardes de exploração, porém, conhece aquele que vem a se tornar o melhor amigo de toda a sua viada: Shmuel - um menino judeu que mora do outro lado da cerca, em um campo de concentração, e possui apenas "pijamas listrados" para se vestir.
A amizade se solidificada de forma "aventureira", pois é desconhecida por todos os outros personagens do livro e é embasada pela inocência e pela ignorância das crianças, respectivamente diante dos sentimentos de bondade e do ódio criado pelos alemães em relação aos seus semelhantes.
- se está gostando do livro e pretende lê-lo, sugiro que pare de ler esta crítica por aqui! -
A história é muito interessante e a abordagem de Boyne me surpreendeu (sugiro que leiam), porém, o desfecho foi aquém de todas as minhas expectativas e fiquei com a sensação de que o autor se cansou da história que havia criado e resolveu dar logo um fim aquilo tudo, ou então que foi repreendido pela censura e teve que mascarar aquilo que queria dizer (creio que não, né?! século 21??) - então fico com a primeira hipótese. O final é sem graça e sem emoção; não é exatamente previsível, mas as consequências do desfecho são superficiais e não refletem na estrutura familiar como deveriam refletir (no meu ponto de vista).
"Sem graceza" esta que é completamente posta de lado pelo diretor do filme, que utilizou uma abordagem totalmente diferente. Mark Herman, tirou a visão infantil do filme, porém não o fez hostil e com a mesma ótica dos demais, seguiu, em tese, fielmente a ideia de Boyne mas deu uma melhorada drástica no final - o que eu gostei! Herman atribuiu ao desfecho um suspense que não é perceptível em momento algum do livro e deixa claro para toda a família protagonista o que veio a acontecer com Bruno, e não só para o pai, semanas depois do fato, como ocorre no livro.
Raridade, mas gostei mais da ótica cinematográfica do que da literária. Não gosto de histórias boas com finais ruins!
Fica a dica: de leitura e de "filminho" pra esse friozinho bom! Quem quiser ler o livro para depois ver o filme, para poder comparar, eu tenho o livro! Mas, só empresto perante garantia que irei recebê-lo de volta! [risos]
Sabe quando eu te acho lindo?
Quando você diz tudo que eu precisava ouvir, mesmo sem saber!
quinta-feira, 5 de abril de 2012
Patos de Minas, 05 de Abril de 2012
Querido amigo,
Muitos dias já se passaram desde o nosso último encontro, e me perco entre tantas coisas eu tenho pra lhe contar. Eu não me mudei para o Rio de Janeiro como você disse que era pra eu fazer; preferi ficar e continuar estudando aqui mesmo. A faculdade de Direito é boa, mas, confesso que tenho ficado decepcionada com algumas coisas. E vira e meche me pego pensando: e se eu tivesse ido?
Comecei a trabalhar também, e isso foi a melhor coisa que me aconteceu neste último ano. Estou trabalhando na "parte jurídica" de uma Cooperativa de Crédito que fica a quatro quarteirões aqui de casa, além de estar aprendendo muito, ainda me pagam bem! Não, não, eu não quis dar aula. Até peguei algumas designações de inglês lá no Tiradentes (acredita?) e fiquei uma semana dando aula para crianças no CCAA, mas, depois surgiu este emprego melhor e eu estou muito feliz!
O namorado ainda não apareceu, não [risos], acho que estou esperando ele cair do céu. Também, nem estou saindo muito, e as festas que ando indo não são do tipo onde se encontra coisa séria. E pra falar a verdade, nem sei se quero coisa séria por agora. Pra variar, eu sou uma das poucas da turminha que está solteira, e sempre sobro nas festinhas [risos]. No aniversário da Amanda, em janeiro, eu lembrei muito de você, senti sua falta lá, sabia que se você estivesse presente provavelmente estaríamos discutindo sobre as coisas intrigantes desta vida. Mas sabe que eu não me desespero?! Sempre lembro daquilo que você me disse; aquilo sobre quando a "minha pessoa" chegar, de que ela vai ser a melhor de todas, pois eu mereço a melhor pessoa do mundo.
...
Sabe amigo, muita coisa nessa vida a gente supera com o tempo. Umas a gente passa por cima, de outras a gente vira a página e muitas a gente apaga com borracha e finge que nem lembra mais. Mas, do mesmo jeito que tem coisa que são efêmeras, tem aquelas que por mais que o tempo passe, corra e voe, jamais sairão de dentro da gente.
Hoje eu não queria conversar com você sobre perda. Queria lhe escrever algo que falasse sobre momentos de alegria, que falasse de todos os momentos que tive você aqui comigo e de como eles foram especiais pra mim. Queria falar da confiança que sentia no seu abraço e da força que tinha a nossa amizade. Queria falar das nossas conversas sem segredo e de todos os sonhos que foram confidenciados. Queria falar da pureza que tinha no seu coração único e de como eu torci para que as coisas dessem certo pra você, como eu sei que você também queria que dessem pra mim. Só que quando algo é arrancado da gente, seja de forma esperada ou inesperada, não tem como não se falar de perda, não tem como não se falar de dor, não tem como não se falar de saudade.
Quando alguém que a gente ama muito se vai, parece que fica um buraco dentro da gente. Parece que uma parte do coração explode e ele fica oco, e nada do que você faça ou tenta fazer parece funcionar. Não tem como você tapar o que está vazio, nem tentar preenche-lo com outras coisas... É como quando você perde peças do seu quebra cabeças, não adianta você recortar o molde em folha de papel sulfite, nunca vai ser a mesma coisa, não é a peça verdadeira e é a peça verdadeira que deixava tudo perfeito e é ela que vai fazer falta quando você achar que está tudo completo.
...
Amigo, nem acredito que já faz um ano. Sinto muito a sua falta.
P.S: Queria realmente poder lhe enviar esta carta. Mas vou guardá-la junto com todas aquelas que escrevi e não mandei, naquela caixinha laranja que fica na prateleira mais alta da "biblioteca" do meu quarto. E vou ir acrescentando as novidades pra poder lhe contar e não esquecer de nenhum detalhe quando lhe encontrar de novo.
Não, não tente entender as mulheres, você não vai conseguir. Elas seguem sua própria lógica sem lógica que nem elas mesmas conseguem definir. Não perca seu tempo. Não as rotule, não as defina, não queira generalizá-las, muito menos padronizá-las; você vai se perder nos seus próprios caminhos.
Tem mulheres que precisam de carinho, outras não. Tem mulheres que ficam sentadas a beira do caminho esperando milagres e tem mulheres com vão a luta para conseguirem o que querem. Tem mulheres que sabem pelo que lutar, e tem aquelas que lutam por qualquer coisa. Tem mulheres que se submetem a qualquer tipo de situação para conseguirem o que querem e tem mulheres que sabem até onde podem ir.
Tem aquelas que vão achar você lindo com a sua barba mal feita e com seu cheiro de cansado depois do trabalho, e vão esperar você com um belo jantar, uma boa massagem e uma boa noite de amor. Mas, vão ter aquelas que não vão se importar com aquilo que você sente ou como você está, e vão repudiar a sua falta de zelo e o seu desleixo com a vida.
Tem mulheres que vão achar que você vale à pena. Outras não.
Tem aquelas que vão morrer de ciúmes dos seus amigos e vão ter outras que vão compreender perfeitamente que você precisa de um pouco de espaço. Tem aquelas que não vão aceitar seus beijos e abraços no meio das pessoas, mas, vão ter aquelas que irão se engrandecer com demonstrações públicas de carinho. Tem aquelas que vão vir fácil até você e tem aquelas que vão requerer insistência.
Tem aquelas que vão aceitar tudo aquilo que você disser ou fizer, mas, vão ter aquelas que não vão perdoar fácil seus deslizes. Tem mulheres que vão estar sempre pronta pra você, a qualquer hora do dia, esperando o estalar de dedos para se moverem. Mas, vão ter mulheres que, por mais que queiram, vão esperar que você esteja disposto a se mover até elas.
Cada mulher vai agir da sua determinada maneira particular em todas as situações comuns da vida. Então, não espere delas sempre a mesma reação. Esteja certo de que elas são um bicho de sete cabeças com mil pensamentos diferentes e de milhões de definições indefinidas.
- Eu tenho oito (eu acho), e no momento as indefinições estão chegando a casa dos bilhões. Não tenho sentado a beira do caminho e nem tenho corrido atrás de muita coisa. Se eu tenho parado e me calado, talvez não seja por medo, comodidade, ou mesquinharia, talvez, eu simplesmente não tenha sabido como agir. Ou, talvez, seja porque eu tenha aprendido que tudo que me pertence um dia chega; devagar, com paciência e sem pressa.
- Marina
domingo, 18 de março de 2012
Depois de uma noite longa de sono profundo e de sonhos mirabolantes, nada como acordar em um domingo nublado e frio; e me permitir ficar horas a ler um livro debaixo das colchas antes de me levantar da cama. Eu amo dias quentes e ensolarados, mas confesso que tenho minha paixão por dias assim acinzentados. Me traduzem um certo sentimento indecifrável e me remetem um certo desejo prolongado de deslocamento deste Novo Mundo para o mundo de lá. Não que eu ache que tenha nascido na época errada, ou no mundo errado. Mas sou loucamente vislumbrada pela história dos povos e de todas as nações; e se pudesse entraria agora em um avião e sairia por aí conhecendo cantinho por cantinho do mundo.
Começaria pela Europa (o mundo de lá). Desembarcaria em Londres, conheceria quatro ou cinco castelos, passaria por Stratford-upon-Avon para ler algumas poesias, depois seguiria de trem até a Escócia para poder me sentir dentro de uma viagem nostálgica. Passaria brevemente pela Irlanda, e partiria para a França. Sem tempo determinado, sem roteiro, e sem muito dinheiro conheceria todos os países que já foram palcos de grandes acontecimentos. Alemanha, Rússia, Itália, se desse tempo, um pulinho na Grécia para visitar o Monte Olimpo antes de começar a viagem de volta. Passaria rapidinho na Espanha pra visitar alguns amigos e, de lá, partiria para a famosa Coimbra em Portugal. De Lisboa, pegaria uma nau e voltaria para redescobrir o Brasil.
Os outros países da Europa ficariam para uma segunda viagem. Na terceira viagem, confesso que ficaria em dúvida entre a Ásia e a África, mas acho que acabaria preferindo as regiões montanhosas do Japão, os templos budistas e as sessões de Yôga. Nada de Tóquio e de movimento e nem de moda colorida! Depois de realizado esses sonhos, acho que deixaria o resto do mundo para os sonhos que vierem, e as outras vontades que forem surgindo.
Se eu fosse sozinha, na primeira viagem, arrumaria um amor em cada porto (ou aeroporto), e não voltaria pra contar história! Se eu fosse acompanhada, ou se ficasse perdidamente apaixonada por um estrangeiro com cara de 007 ou de herói de filme espanhol, aproveitaria todas as lareiras e todos os vinhos de Florença.
Que vontade de viajar!!!
Se tivesse um dia de calor infernal, provavelmente, eu estaria aqui sonhando com as praias do nordeste e com as cachoeiras das serras mineiras, tenho quase certeza que tenho a alma cigana, e que não me contendo com o mesmo lugar o tempo todo. Mas, como o dia está gostoso e eu estou morrendo de frio no dedinho do pé enquanto escrevo isso, quero ir imediatamente para Londres! Aproveitar que já é primavera e curtir todos os campos floridos da Europa. Confundir o brilho dos meus olhos com o brilho dos vitrais de todos os castelos e de todos os museus e realizar todos os meus sonhos de menina!
Gente, estava aqui lendo as postagens que fiz este ano e percebi o quanto este blogue está chato e emotivo. Depois as pessoas ficam falando que é coisa de "mulherzinha" eu acho ruim [risos]. Prometo dentro em breve escrever algo que seja racional e útil e que não fale de coisas de amor. Beijos e obrigada pelas quase 10.000 visitas! =)
"Meu namorado imaginário tem mais ou menos a mesma idade que eu, não fuma, gosta de filosofia (pode não entender nada, mas tem que achar lindo!rs), não tem história mal-resolvida com ninguém, gosta de cinema, domingo em casa, passeio no parque, e é absolutamente encantado pela beleza das coisas pequenas.... um cheiro, um beijo, um carinho, um jasmim. Sem motivos. A gente tem um cachorro (que pode morar na casa dele, já que meu apartamento é MUITO pequeno), planos compartilhados de visitar o Oriente, plantar flores num jardim e passar férias longas em um país estrangeiro. Desses bem esquisito. A gente se entende pelo olho, pele, saliva, coração. Nosso tesão começa é na alma. Só que explode.
Meu namorado imaginário tem o sorriso mais bonito do planeta terra. E quando sorri de cantinho (disfarçando pra eu não ver que ele não gostou do meu sapato cor de melancia), eu finjo que fico brava mas na verdade eu acho lindo. E ele me abraça de um jeito que me faz sentir mais perto de Deus. E a gente se encontra naquele intervalo entre as coisas que são ditas e as coisas que as palavras não alcançam... e se transubstancia... em galáxias, cores, cometas, estrelas, incandescências... tudo ao mesmo tempo.... (imanências).
Meu namorado imaginário, às vezes vai comprar pão quentinho de manhã bem cedo, mas às vezes fica na cama ronronando feito um gatinho, cheio de manha, até tarde enquanto pede mais um dengo emburrado. E a gente se embola num aconchego gostoso de quem esqueceu que segunda é dia de trabalho... e as histórias de domingo estampam sorrisos mudos que nos escorrem pelos olhos. E a gente chora sem lágrimas. E se sente meio como numa história de cinema. Francês.
Meu namorado imaginário apóia meus sonhos, mesmo que não concorde com eles. É um homem que admiro muito mais do que consigo expressar com palavras. Tem manias tão irritantes quanto lindas que nos rendem as mais inusitadas histórias. Como ter medo de escuro ou não lavar a camisa em dia de jogo contra o Palmeiras. Ele me ensina a ser uma pessoa melhor. E me entende quando eu não consigo. Porque ninguém consegue às vezes. Nem ele.
Com meu namorado imaginário cada dia é um mergulho. E eu não preciso ter medo, porque nosso desejo é enternecer nosso universo. De um jeito que a gente não entende, mas que vibra e de repente faz tudo parecer que tem sentido. E a gente entende, como naquele texto da Marla, que encontramos leveza nas emoções que nos transbordaram porque estávamos prontos.... e escrevemos um dicionário de palavras distraídas. Adentramos no corpo de um poema recente, ainda disforme e falamos de amor usando a metáfora mais inocente... E então agradecemos profundamente por esta outra pessoa inteira, que jamais será uma metade e que, para a soma, com todas as alternativas que teve, preferiu seguir ... "ti a mim, me a ti, e tanto"...
Quando? Onde? Quem? Eu não sei. Mas talvez, como numa metáfora de cinema, o mais importante seja mesmo a jornada e não a meta.... Um dia a gente se encontra e ele me reconhece. Tenho fé em Deus."
Perto do riacho, no terceiro jatobá depois da mangueira, em um galho nem tão alto, nem tão baixo, nasceu um passarinho. Ele era pequeno, gosmento e necessitava de cuidados como todas as criaturas recém-nascidas. Era o primeiro de uma ninhada que futuramente seriam três. E por isso, a mamãe passarinho lhe dedicava todo carinho e atenção que poderia lhe dedicar.
Os dias passaram e o passarinho começou a crescer; já dava os seus primeiros passos, se alimentava sozinho e já se arriscava a dar voltas nos galhos que ficavam pertos do ninho. Hora ou outra se desequilibrava nas próprias pernas e voltava correndo para as asas da mãe, que dizia:
- Filho, não tenhas medo. Você foi feito pra voar. Quando sentir que lhe falta o equilíbrio, se jogue no vento, bata as assas e voe.
O pequeno, ainda indefeso, escondeu seu minúsculo rosto nas asas da mãe e se estremeceu de medo.
Os irmãos do passarinho, que vieram depois dele, também começaram a crescer. E também tiveram vontade de se arriscar para fora do ninho. O mais velho já conseguia se aventurar até o quinto galho, e os mais novos sagazes como eram, cada dia, também iam mais longe.
Em um dia ensolarado de verão, o pai passarinho decidiu que seria o grande dia para ensinar seus filhos a voar. A meta proposta era de que eles fossem até o topo do jatobá e de lá soltassem para um vôo libertador até o galho mais próximo da árvore vizinha. Para espanto de todos o mais velho se recusou a ir. Ficou parado, estacionado, como se alguma coisa tivesse prendido suas pequenas patas à madeira firme da árvore.
O do meio, destemido, saltou primeiro e de forma majestosa pousou na árvore seguinte. A mãe passarinho achou que a bela desenvoltura do que fora, deixaria o mais velho encorajado, mas ele de olhos lacrimosos e abaixados disse:
- Não estou pronto.
O mais novo se animou bastante e quase pulou. Mas, ainda indeciso, pediu ao pai que continuassem no outro dia.
No dia seguinte, bem cedo, a mãe tirou os três passarinhos do ninho e os levou para o galho mais alto da árvore. O do meio deu o seu vôo perfeito até a mangueira vizinha e ficou esperando a coragem dos demais. O mais velho estava se sentindo animado e disse que ia logo em seguida, mas foi o mais novo que veio de um impulso assustar e levantou vôo. Bateu, apressado, as asas, com medo de cair, mas pousou eufórico ao lado do irmão do meio. Diante da cena o mais velho se recuou, deu uma boa olhada a sua volta e saiu.
A mãe passarinho sabia, de alguma forma, que havia algo errado com o filho mais velho mas, quando foi ampará-lo ele apenas disse que sonhava em voar, porém ainda não se sentia preparado para isto.
O tempo passou e os irmãos mais novos do passarinho decidiram se aventurar pelo mundo e foram embora. O mais velho, porém ficou esperando a tal coragem brotar em seu peito. Dia ou outro, subia até a copa do jatobá e de lá ficava observando todas as árvores que haviam na mata e passava horas a imaginar o dia que conheceria todas elas. Toda semana recebia notícia dos irmãos; de como eles estavam felizes e te quantas coisas eles haviam conquistado. Sua vontade de bater as assas e voar era cada vez maior, mas mesmo assim não se sentia preparado. Achava que só a vontade não bastava, faltava algo a mais! E temia que a idade, agora, avançada já não lhe permitiria sair.
Frustrado e confuso decidiu subir mais uma vez no jatobá para decidir seu futuro. Resolveu pular. Ali, naquele ato, seria traçado seu destino: ou ele batia asas e ganhava o mundo ou ele se estatelava no chão e punha fim aquela vida medíocre de pássaro covarde. Se afastou da ponta do galho, correu para pegar impulso, mas antes de soltar, desistiu do seu ato de bravura. Teve medo, muito medo de cair.
Deste modo, voltou ao ninho. Pegou suas tralhas e se mudou para o galho de cima. Construiu uma pequena casinha e se acomodou por lá. Estava decidido: esperaria a coragem chegar, não atropelaria o tempo, esperaria a oportunidade certa de sair; mas, enquanto isto, tentaria se tornar o melhor pássaro que aquele jatobá já viu. Seria inteligente e esperto, teria o melhor ninho da região e desenvolveria técnicas para subir em árvores que, não fosse voando. Tudo que queria era não se sentir menor, nem mais fraco, nem humilhado. Queria se sentir igual e tão capaz, quanto os outros eram. E queria continuar torcendo para que algo acontecesse e mudasse tudo, para que suas assas coçassem e batessem, involuntárias, sem ele se dar conta, para que ele pudesse voar e fazer aquilo que ele veio ao mundo para fazer: viver.
Há umas duas semanas, conheci um blogue que se chama "Entenda os Homens", e achei a idéia muito legal. O autor do blogue escreve textos bem elaborados, que dizem como os homens enxergam as mulheres, como estas devem se comportar em determinadas situações e como o homem interpreta o seu próprio mundo e o universo feminino. E eu fiquei realmente tentada a criar um outro blogue, cujo título seria: "entenda as mulheres".
Não que eu queira plagiar, nem roubar a idéia. Mas, CARAMBA! Os homens de hoje precisam de ajuda! Cada dia que passa tenho mais certeza de que faço uma ótima escolha em estar solteira e de que provavelmente eu vou morrer assim. Tirando meu menino perfeito, que é imaculado, da postagem anterior, o que é que está acontecendo com os seres que se dizem do sexo masculino??!
Onde foi parar o labor com as palavras; o cuidado na hora de se aproximar; o tato; o saber conduzir?!
1° lugar: letra de funk não é poesia! Não se refira a mim como gostosa, potranca, poposuda, ou quero te comer!
2º lugar: Já estamos no século 21 e não ache que, se me tratar mal, eu vou continuar aqui! ( e ah, eu estou pouco ligando se existem mais mulheres que homem no mundo. Eu não vou me agarrar ao que eu tenho, porque está faltando exemplares no mercado!!)
3° lugar: Se você tem namorada e mesmo assim quer sair comigo; eu posso até sair! E não vou me sentir uma "meretriz" por isto. Se você não se importa com ela, quem sou eu para me importar?! (aqui, eu presto e você não, então as coisas vão ser do meu jeito!)
4°lugar: Homem tem que ser cheiroso e ter tempo pra mim. Não vem com aquela de: " passo pra te ver rapidinho depois do trabalho, não vou ter tempo outra hora!". Não venha !! Vá pra casa, tome um banho e descanse. A gente sai no sábado!
- e tão ruim, e desanimador quanto o "depois do trabalho" é o "vou correr na lagoa e depois passo aí pra te ver!" Quando eu saio da academia, eu tenho nojo até de mim. Imagina se eu não vou ter de você?!
Encerrando a parte do não faça assim, umas dicas do que fazer:
No momento "a gente está se conhecendo" dos tempos de hoje, com muito olho no olho e jogada de cabelo: quando aquela menina que você está a fim entrar no msn ou no bate-papo do face, discuta músicas; pergunte do que ela gosta (isto ainda funciona!), e não fique perguntando o tamanho da marca de biquíni dela, nem a cor da lingerie que ela está usando. Isto se faz em salas de pate-papo pornôs!!! Não que não se deva falar de sexo, ainda que de modo implícito, longe de mim querer ser uma mulher "careta", mas isso a gente fala pessoalmente, quando dá pra falar no ouvido. Quando dá pra falar brincando. Quando dá/há mais pra se fazer do que dizer...
Mas calma, colega! Ainda dá tempo de mudar e fazer algumas coisas direito! Agora, se você se enquadrou em tudo o que eu disse até o momento, a coisa ta preta! E é provável que não tenha mais chances. Mas vai a dica: quando for conversar com ela de novo, fale um pouco sobre você; e queira de fato conhecê-la (como ela é, os gostos, os desgostos e as preferências), e quando for sair com ela. Saia com ELA! Tire um tempo para vocês (vá cheiroso!), leve uma flor (pode ser roubada, não tem problema!) e diga que ficou o tempo todo esperando por aquele momento. Mulheres preferem cavalheirismo com uma pitada de mentira, do que a falta total dele! Vai por mim...
Era uma manhã azul de sábado. Se era outubro ou setembro eu não me lembro bem. Me lembro apenas, de vê-la se levantando arrastada e com preguiça de se entregar ao sol e ao cheiro doce da dama da noite que acabava de adormecer. Abriu a janela e se despiu. Deixou que a água do chuveiro a despertasse e se preparou para o dia que seria longo.
Ele devia estar em algum canto da cidade que ela não sabia. Provavelmente já devia estar desperto há horas. Devia estar com um largo sorriso no rosto, que ela ainda não conhecia, e se ocupando de coisas que são realmente importantes nesta vida.
Ela se animou depois do café. Vestiu uma roupa comum e saiu. Tinha um compromisso logo pela manhã e não podia se atrasar. Caminhou apressada até o local do evento. No caminho, se distraiu observando as crianças que alimentavam os peixes na beira do lago, e quase perdeu a hora. Quando finalmente chegou, desejou que os segundos passassem ligeiros para que ele pudesse voltar logo para casa. Levantar cedo, em um sábado, por mais que ele fosse lindo e ensolarado não era das suas preferências. E ansiou muito por mais alguns minutos de sono. Era um evento beneficiente de uma escola da região, e sendo obrigada a estar ali, não foi entusiasmada nem pelos gritos do pipoqueiro e nem pelos palhaços que animavam o grande largo ao lado da rua.
Continuou quieta, no canto que escolheu para se acomodar. Encontrou alguns amigos, conversou com alguns estranhos. No vai e vem das palavras, falou-se sobre tudo, as horas passaram ligeiras e os assuntos se estenderam. Hora ou outra, pessoas a incomodavam: ofereciam balas, rifas, cosméticos, mudas de todas as plantas e animais para a adoção. Tudo era desnecessário e supérfluo até que ele apareceu.
A abordagem foi certeira. Ele tinha lábia como todos os homens. Falou muito, mostrou-se muito. Sorriu bastante. Se não fosse aquela dúvida de interesse que ele deixou no ar, provavelmente ela não o teria olhado de novo. Teria ignorado e deixado para lá como tem feito com todos aqueles que são comumente previsíveis. Mas ele continuou a sorrir e fitá-la de longe. Na hora ela nem percebeu, mas, semanas depois desejou que todos os sorrisos e pelo menos alguns olhares, fossem, de determinada maneira, dedicados a ela.
No momento, apesar da estranheza, o reconheceu como comum a todos os outros. Inteligente, simpático, bem apresentável e galanteador. Como aqueles que sabem usar as palavras e o charme a seu favor e conquistar pessoas e espaços pelo simples prazer de conquistá-los e não com a vontade prendê-los. Por isto, desde o início, não deixou-se prender. Sorriu de leve e manteve seu coração firme, afixado a todas as coisas que já tinha visto e aprendido sobre a vida. Deixou ele ir.
Dias depois o encontrou por acaso. Percebeu-se alguns amigos em comum. E além de amigos muitas outras coisas. Conversavam pouco, quase nada. Todos os dias que se viam (por acaso) ela deixava que somente ele falasse e ficava apenas ouvindo. Gostava da maneira como ele expunha todas as coisas e de como tudo se tornava mais simples quando ele dizia. Gostava do modo como ele falava diretamente pra ela, ainda que não soubesse disso, como se adivinhasse tudo o que ela sentia e precisava ouvir.
Com o tempo, ela passou a perceber como e onde encontrá-lo. O acaso não foi mais necessário e ela passou a fazer com que os tais encontros acontecessem. Ele estaria lá, no mesmo horário. E ela poderia procurá-lo sempre que sentisse que estava pronta, ou quase pronta. Ou precisando de reparos. Para ouvi-lo apenas e se sentir melhor, completa e em paz.
Quando estava com ele, costumava fechar os olhos para ouvi-lo falar. Sentia-se como quando era criança e a mãe vinha lhe contar histórias de anjos para fazê-la dormir.
Após a primeira vez que teve a tal experiência nostálgica de completude, passou a guardá-lo com todo carinho e cuidado no seu coração. Fez questão de escolher calmamente o local onde o deixaria. Não podia permitir que ele ficasse perto demais da saída para que não escapasse na primeira aventura. Nem muito ao fundo para que não pudesse machucá-la. Sabia que certas coisas foram feitas para estar apenas no campo nas ideias, e não para se materializarem em corpos físicos.
Deve ter sonhado com ele uma ou duas vezes enquanto dormia, e se repreendeu por isso. Se permitia sonhar com ele apenas, enquanto estivesse acordada pois, assim, sabia até onde poderia ir. O imaginou algumas vezes: o vestiu com armaduras, o pintou de príncipe encantado; deu a ele uma áurea dourada e vestes de seda branca. Nunca, porém, o tirou do mundo sonhos, e nem o quis tirar. Não interprete mal nossa protagonista, meu caro leitor, ela sabe que tem coisas que são feitas para viver e que outras são feitas para sonhar. E que as vezes o sonho é melhor que a realidade, pois a realidade, na maioria das vezes, destrói a perfeição que o sonho tem.
- Marina
sempre tem uma música pra combinar com a ispiração:
Fim de ano, início de ano é sempre o mesmo ritual: é a loucura das provas finais, é o alívio das férias, é a frustração por ver o ano acabando na dúvida de que talvez você não vá atingir todos os seus objetivos e se tornar exatamente a pessoa que você gostaria de ter se tornado; e sempre tem aquele poderoso sentimento de esperança que chega com os ares do novo ano e nos enche de sonhos e expectativas.
É incrível o poder que o ano novo tem. Logicamente falando, é só um dia depois do outro com uma noite no meio. Mas, lá no fundo, parece que tem um paviozinho que acende e vai tomando conta do corpo, do ambiente, até encher todo o universo de esperança, de sonhos e de fantasias de que o ano que vai nascer será incrível.
Parece que depositamos, ainda que involuntariamente, todas as nossas frustrações no ano que passou e nos predispomos a ser diferentes, e a fazer tudo diferente, ou algumas coisas diferentes para que tudo seja perfeito.
É mágico o poder do recomeçar e do renascer que o Ano Novo tem.
Se formos fazer a retrospectiva do meu 2011, ele não foi dos piores.
Me formei em Letras logo no início do ano, um curso que me ensinou muito e me tornou uma pessoa mais crítica em relação a vida e mais segura com relação as pessoas. Tecnicamente não engoli um dicionário como me disseram pra fazer um dia, caso eu quisesse continuar com meu sonho tosco de escrever. Mas me tornei amante e eterna companheira das palavras, redescobri um talento guardado e retirei o véu do medo e da insegurança. Sinto um certo orgulho quando as pessoas me chamam de intelectual ou enviam seus textos para que eu dê minha opinião. De certo modo sinto que elas confiam em mim. Um dos dias mais incríveis do meu 2011 foi quando fui devolver alguns livros na biblioteca da faculdade e a bibliotecária chegando meu nome no sistema disse: “Marina Mundim?! É você que tem um blogue legal?!” Fiquei tão abobalhada e tão feliz que nem soube o que responder. Só disse: “eu tenho um blogue,mas não sei se ele é legal.” E ela disse: “ é você sim, adoro seu blogue!” Essas palavras me fizeram perceber que a minha escolha tinha valido a pena e que eu estava no caminho certo.
Depois de formada, resolvi começar a estudar Direito. Um curso que decidi entrar de cabeça. Não foi uma frustração com o curso anterior, como muitos pensam, e nem é mais uma tentativa de “saber o que eu quero da vida!” Foi um curso decidido por vontade e por vocação. Eu amo o que eu faço e acho que quando eu terminar este “cursinho pra concurso” vou ser uma excelente advogada. Ingressando neste novo curso, conheci pessoas incríveis e fiz alguns amigos de infância. Pessoas que se mostraram indispensáveis em muito pouco tempo de convivência e que conquistaram, sem muito esforço, o meu carinho, a minha admiração e a minha amizade.
Por falar em amigos. Fico muito feliz de ter os meus velhos amigos de guerra, entra ano, sai ano, sempre aqui comigo. Quem tem amigos de verdade nesta vida, sabe que não há distância, desavença e tempo que consiga destruir sentimentos. Ainda que esta distância não seja palpável, nem mensurável; ainda que ela seja além da vida.
No meio de coisas novas e de conquistas, meu 2011 também veio carregado de perdas. Perdi um dos meu melhores amigos em um trágico acidente e perdi um tio pelo qual tinha enorme admiração e carinho.
Em 2011, também tive que aprender a conviver com a perda da sanidade, e com limitações que eu jamais pensei que pudesse ter. Tive que aprender a andar na corda bamba, de quada-chuva fechado, rezando pra não cair. Tive que reaprender a ter fé e tive que reaprender a acreditar.
Minha vida se tornou um inverno sem flores e eu tive que reaprender a semear. Tive que reaprender a escolher o que plantar e tive que reaprender a esperar a hora certa de colher. Tive que aprender a me dominar, tive que amadurecer. Tive que aprender a enfrentar cada dor, cada medo, cada pânico com a firmeza de um adulto e não com as lágrimas de uma criança. Tive que lembrar a mim mesma que as sombras na parede são só sombras; e que o barulho ensurdecedor da sirene passando na avenida escura, não significava que eu estava perdendo alguém que eu amo. (Como eu disse eu tive que aprender a lidar com limitações que eu jamais pensei que eu pudesse ter, mas isso é tema para futuras publicações)
Em 2011, eu me rendi ao velho amor de sempre. Amei e fui amada. Fui feliz e triste e feliz e triste até que pus, definitivamente, um fim a esta palhaçada.
Conheci três homens perfeitos. Talvez um mais perfeito que os outros, mas todos perfeitos. Me apaixonei por todos eles [risos], me despi de corpo e alma e tive a certeza de que seria feliz. E fui muito feliz. Realização de sonhos, materialização de fantasias, não importa. Por um dia, um mês ou uma noite. Era eu ali, cálida, em meio a sussurros, resplendor e sorrisos.
Fechando 2011, a minha vida caiu nos eixos. Em outubro, arrumei dois empregos maravilhosos, e acabei me rendendo ao que me proporcionava melhores condições e melhor salário. Depois de ficar com medo de bombar por falta nas aulas de “Cultura e Sociedade” passei em tudo com média superior a 80% . Não estou saindo com ninguém “importante”, mas estou aproveitando bastante a minha carreira solo, e tenho gostado muito das minhas escolhas para participações especiais. De fato, depois de outubro a minha vida caiu nos eixos, não sei se havia previsões astrológicas para isto, mas, sinto como se tivesse encontrado o meu caminho de volta.
Embora, se for analisar os detalhes, 2011 não tenha sido um ano ruim. Eu, sinceramente, o detestei. E estou cheia daquela mágica esperança que me dá o ano novo. Podem pensar: “que egoísta.” Com um ano tão maravilhoso ela está aí reclamado. Mas é como se eu sentisse que dei voltas em torno de mim mesma, que não saí do lugar; é como se eu tivesse “passado um tempo andando no escuro, procurando achar as respostas, e eu era a causa e a saída de tudo”. Mas, de uma forma inexplicável, ou devido a uma força resgatada lá fundo, sinto que agora “eu cavei como um túnel o meu caminho de volta” e estou pronta pro ano que vai começar e para tudo que vier com ele, e vou entrar de cabeça erguida, de mãos postas, de olhos abertos, de ouvido atento e vestindo (sempre) o meu melhor sorriso.
É como naquela postagem “de volta para a terra do Sol” só que desta vez com mais força e com mais certeza de que tudo vai ser diferente. Afinal, 2012 vai ser o melhor ano da minha vida!!