sábado, 4 de março de 2017

Pra Caetano

Cada um sabe a dor e a delicia de ser o que é. Cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é. Estou repetindo e repetindo esta frase desde que acordei. Sei lá, tenho refletido sobre a singularidade humana e esta mania que temos de criar etiquetas a partir das nossas medíocres percepções.

Falo de mim. Mas, falo de você também e da forma como me olha. E da forma como eu tenho olhado para mim. Principalmente da forma como eu tenho olhado para mim e como a falta de autoafirmação faz com que nos levemos pela alienação alheia.

Eu sei quem sou. Posso não saber como, mas, sei onde quero chegar e sei das consequências de cada escolha. Sei a dor que isso me causa e o prazer que me transborda por ser exatamente assim. Se for realmente isso, permaneço com as alegrias e os sofrimentos. Se não for, me faço borboleta e me transformo.

O único problema é que o tempo de maturação na metáfora permite que nos recolhamos, nos isolemos até estarmos prontos finalmente para voar. O tempo de maturação sem figuras de linguagem não nos espera para nos remendarmos e nos transformarmos. Exige atitude e exige pressa. E aí a dor pode ser maior que a delicia de ser o que se é.


Não fomos feitos para nos encaixar em moldes. Perdemos muito tempo nesta pressa de nos transformar no que a sociedade espera de nós ao invés de buscarmos a formação do que realmente queremos ser na malemolência de um ser que vive cada instante.

Nina

domingo, 1 de janeiro de 2017

A dona aranha subiu pela parede, veio a chuva forte e a derrubou...

Estou pensando há uns 3 dias o que escrever aqui. Por onde começar, o que contar e o que omitir.

Eu e esta minha tarefa de escrever textos previsíveis. Ainda mais este aqui: milésima edição de fim de ano.

Está todo mundo fazendo balanço nas redes sociais. Postando fotos da sua melhor retrospectiva, abrindo seu mundo como um livro legível sem mistérios. Quando eu postar este monólogo entre nós, diário, vou ter centena de visualizações, vários comentários - uns tímidos aqui no blogue, outros tantos no facebook e alguns desbocados no whatsapp -  e vai vir aquela dúvida se realmente fiz o meu melhor. Se fui original desta vez, se disse tudo que eu queria dizer nas minhas metáforas inimagináveis e se mascarei algumas verdades com vontade de dizer um pouquinho mais.

Eu gosto disso aqui e gosto de vocês, leitores. E fiquei pensando qual mensagem vocês gostariam de ler aqui desta vez. Parece que 2016 foi um ano tão confuso para tanta gente, né? Pelo menos é o que eu tenho lido por aí. Que 2016 foi um ano astral complicado, cheio de fechamento de ciclos e que 2017 seria ano de recomeços, e sobre o qual estamos depositando todas as nossas expectativas.

Concorda ou sem corda?

Bom, não sei responder em sim ou não, porque esta definição aí é relativa para mim e vou te explicar porque, leitor.

2016 foi um ano incrível. Foi um ano de fechamento de ciclos e de recomeços.

(...)

Acomodamo-nos a viver sobre rotinas vans. Esquecemo-nos, por vezes, dos nossos objetivos e vamos adiando nossos sonhos. Até que algum dia alguém vai lá e nos dá um pontapé e diz: coragem!!!  - Nem que seja a vida, lhe mostrando que aquela zona de conforto só lhe faz ficar inerte à comodidade monótona e sem graça.

Claro que a comodidade traz segurança, mas, você já parou para pensar tudo aquilo que pode estar te esperando se você tiver coragem de chamar a vida para dançar? E daí se a dança começar na chuva? Talvez você precise desta lavada de alma para estar pronto quando o sol chegar.

Ah! Isso é importante! Você precisa estar pronto quando o sol chegar. Porque ele chega. E você, novamente, precisará ter coragem e discernimento para reconhecê-lo.

2016 foi ano de muitas tempestades, mas, em contrapartida, foi o ano que o sol mais brilhou para mim. Foi o ano que a presença de Deus se fez inquestionável e eu resisti, no colo dele, à todas as provações.

E olha, leitor, não foi daquelas chuvas de regar os sonhos para florir ao nascer do sol. Foi daquelas de inundar a alma de fazer transbordar rios de lágrimas. Foi daquelas de vendaval, de derrubar tudo: sorrisos, tranquilidade, bom senso; o telhado e a base do “meu eu”. Foi de dar dó de ver. E foi de doer o coração. Mas, quando passou, leitor. E o embaçar das lágrimas se desfez, foi que eu pude enxergar os detalhes daquele alvoroço. Meus alicerces estavam de pé, e o que caiu foram só os entulhos sobre os quais estava cômodo viver.

Eu podia ter ficado ali recolhendo os entulhos e me reconstruindo sobre os mesmos pedaços, mas, o sol brilhava de mais no horizonte e o convite ao recomeçar falou mais forte que o anseio de permanecer.

E foi assim que tudo se refez, leitor. Entrei no primeiro barco e parti. Com medo, com muito medo, mas, com a certeza gritando no peito que era chegada a hora. A minha hora de ser feliz.

Hoje eu penso que eu devia ter feito isso antes. Mas, com imaturidade talvez eu tivesse pegado o barco errado. Não que a aventura pudesse ter sido ruim, mas, quem sabe demorasse mais para absorver tudo isso. Tudo tem seu tempo e a sua hora, não é, leitor?

Em 2016 eu aprendi o significado de fé: fé é colocar o pé e acreditar que Deus vai colocar o chão. E isso foi o suficiente para dizer que 2016 foi o melhor ano da minha vida!

Se foi bom, ou se foi ruim é só uma questão de ponto de vista! Pense nisso!

Concorda ou sem corda?
Nina

segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Querido diário,

Eu sei que você nunca vai acreditar no sentimento que eu digo sentir e na última vez que nos falamos "pra valer" você disse ter feito a sua escolha.

Eu sei que vai parecer mentira isto dito assim. Mas, eu sonhei com você há algumas semanas. Meu subconsciente deve ter se lembrado da sua viagem anual, já que suas férias são sempre no início de dezembro.

Sonhei com uma festa e com flores.  Sonhei que  você a beijava na testa, ela vestida de branco e aquilo me resgava o peito.

Acho que minha alma vagou até você. Presenciou para me confortar. Acordei tão sofrida. Tão cheia de culpa, tão cheia de dor. Mas, tinha sido só um sonho, né?

Hoje doeu mais. Hoje doeu muito mais e acho que vai doer pra sempre.

domingo, 18 de dezembro de 2016

The choice (tem no Netflix)

Com que frequência nos atrasamos nesta vida? Sinceramente, acho que meu relógio está com problema porque nunca chego a tempo. Se eu soubesse que seria você do outro lado, teria levantado mais cedo, pegado meu carro ao invés do metrô , ou o metrô em dias de engarrafamento, mas, teria ido ligeiro. Não teria tomado o café, ou teria ido de fast food ao invés de almoçar, mas, teria ido depressa. A questão é que tenho caminhado paciente e sem preocupações. Não tenho acelerado o passo e, talvez, esteja tão imbuída nas minhas idéias singulares do meu caminhar sozinho que só obeservo de rabo olho os que passam e esqueço de ter pressa para mim. Mas, quando te vejo lá de longe e percebo que perdi a hora, meu coração dói. Dá aquela travada momentânea de quem não vai conseguir respirar. Depois de alguns segundos de enforcamento eu suspiro e digo: está tudo bem!

Já fiz esta reflexão aqui antes, leitor. Tinha sabor de metáfora e um rodopiar de leitura leve. Hoje acordei disposta a conversar sem rodeios. Daqueles falar e "pá",  com a pressa do meu dedilhar de dedos.

Desta vez, quando meu coração me perguntou se estariamos atrasados outra vez, minha mente brincando o respondeu se de fato alguém esperava por nós. E se nós, no limiar do egoísmo, estávamos mesmo esperando por alguém.

Quando você encontra alguém por aí e se encanta, espera que como nos contos de fadas, haja o soar dos sinos e  que aquele feixe luminoso se acenda dizendo: é ele. E ele virá em um cavalo branco, carregando dois potes: um vazio para que você possa enchê-lo de presente e de futuro; e outro cheio - abarrotado - de amor para lhe dar.

Quando a miragem infantil acabar, o príncipe continuará vindo. Só que desta vez pode ser a cavalo, moto ou bicicleta e o volume dos potes, com certeza, será bastante diferente do que você imaginou.

O pote do presente vai estar cheio de passado. E talvez o passado até tenha uma nesga no presente.

A simplicidade de depositar o presente e o futuro, não é questão de mera organização. Será questão de escolha.

Já o pote do amor nunca vem cheio. Ele vem bastante raso e vai se permitindo encher a medida que você vai respingando ali reciprocidade.

Talvez não estejamos atrasados, coração, e ao final deste texto você realmente deveria entender isso de uma vez e não me questionar nunca mais.

Acordamos todos os dias sobre um destino que escolhemos trilhar. E refazemos ou, pelo menos, questionamos estas escolhas com bastante frequência.

Nosso ontem se torna passado a cada amanhecer e vivemos no presente sonhadores. Vamos desenhando o futuro sabendo das escolhas que teremos que fazer.

Escolhas, escolhas, escolhas.

Nosso príncipe está passando pelas mesmas questões, coração. Quando você olhá-lo com aperto de quem vai escorregar pelos dedos, lembre-se que será escolha dele ficar. Retome, ainda, todas as vezes que você quis ficar. Me pregou peças e me disse: é nesse fechar de braços que vou morar. Quantas vezes você acertou? Quantas vezes me fez querer te odiar? E quantas vezes eu tive que escolher?

Sabe o que eu penso? Não chegamos atrasados na vida de ninguém, coração. Chegamos no momento exato que devíamos chegar. Vamos recolhendo bagagens ao longo do caminho até que o porto finalmente é seguro para parar. Me amedronta, até, o meu adiantar. Talvez, se eu viesse ligeiro, não traria tudo que fosse suficiente para fazê-lo ficar.

Quanta rima neste último parágrafo e quanta metáfora escrevi. Mais um texto idiota! Se ficou confuso ignora, leitor, e venha na próxima semana quando falarei de política e de dicas de moda para o réveillon. E se meu jeito o incomoda, não volte. Pois, juro que tentei, mas, não tem como descrever amor como se descreve um vestido branco e um sapato nude. Nem como falar de amor com a frieza de quem usa só uma hashtag.

Este blogue é assim mesmo, leitor: pensamentos soltos, traduzidos em palavras, para que você possa entender, o que eu também não entendo. (variações de risos).

Nina

terça-feira, 15 de novembro de 2016

Venha cá, ainda preciso falar de você!


No último domingo me perdi por um bom tempo ouvindo algumas reflexões do Pe. Fábio de Melo, no Youtube. Eu gosto de me espiritualizar as vezes. E isso é muito importante! Quase nunca tiramos tempo para meditações e reflexões, e isso vai fazendo da gente uma máquina imbuída em rotinas humanas.

Uma das palavras do Pe. Fábio, isto posto, me chamou a atenção e me remeteu a você...

Ele contou a história da Tia Ló, uma senhora que o incentivou a ser padre. Que lhe encorajou a abandonar a casa dos pais e a arriscar-se na vida, uma pessoa que, sabiamente, o Pe Fábio disse: “me expulsou de mim”.

Eu não estarei falando bobagem nos próximos parágrafos, leitor. Mas, vai ficar meloso, então, se não quiser ler “nhenhenhe”, pare por aqui. Eu não vou falar de coisa passageira, e nem é daqueles textos que contam de uma paixão que passou. Será um canto de agradecimento a quem mudou a minha vida e “me expulsou de mim”.

Quem me conhece há vários anos, e mesmo aqueles que me conhecem há pouco, mas, já ouviram as minhas histórias (É, eu falo muito!), sabe que nem sempre fui centrada nas minhas metas. Eu era um pouco confusa e por vezes me perguntava se havia feito a melhor escolha.

Minha primeira opção de faculdade foi jornalismo, porque eu adorava escrever, falar e investigar. Bom, não passei no vestibular. Para não ficar “atrasada” em relação aos meus, decidi fazer Letras por um período – até o próximo vestibular, talvez – para melhorar minha escrita, minha fala e meus idiomas.

O tempo passou e eu me apaixonava por esta coisa de escrever cada vez mais. Amadora que só, mas, quem se importava? Não queria ser professora. Não! Isso de jeito nenhum! (Bobagem né?! Mas não vamos falar de valorização política porque este não é o foco.) Não queria ser professora... a faculdade estava acabando e o Jornalismo não era mais sonho nenhum... era um passado distante e não me fazia mais suspirar.

Aí saí das Letras e fui parar nas Leis. Aquela, indiscutivelmente, era a faculdade para mim. Meu lado encrenqueiro aflorou de uma vez e eu me achava “demais!”.

Entrei na faculdade de Direito por causa do Direito Penal e porque acreditava naquela fantasia da mulher maravilha. Mas, logo no primeiro ano comecei a estagiar no departamento jurídico de uma instituição financeira. Não tinha nada a ver com a minha proposta de curso, mas, era uma boa oportunidade de aprender e de pagar minhas contas.

Os anos se passaram, o estagio acabou, veio a contratação, logo, logo a primeira promoção e com três anos de empresa, a oportunidade de ser gestora do departamento. Era de mais para mim. Eu tinha 24 anos, não havia me formado e tinha uma responsabilidade enorme nas mãos.

Fui levando aos trancos e barrancos por quase um ano. Esforçando-me. Esquecendo-me do horário. Esquecendo-me da faculdade, da família, dos amigos e de mim. Mas, precisava dar conta daquilo ali. A qualquer preço!

Li algumas coisas sobre liderança. Tentava me amoldar na melhor forma. Meus liderados gostavam de mim: eu era uma “chefe” legal! Contudo, me faltava alguma coisa e eu não sabia o que era. Eu entregava meu trabalho em dia, da forma como havia aprendido. Quase nunca tinha erros, porque sempre fui perfeccionista com tudo. Mas, ainda faltava alguma coisa.

É sua última chance de parar, leitor!
(...)

No dia 06 de Agosto de 2015 eu tinha uma viagem de trabalho agendada. Meus diretores haviam me pedido para acompanhar uma plataforma “piloto” que estava sendo testada em uma das instituições do Sistema para trazê-la para a nossa instituição.

Você estava lá, perdido naquele arsenal de barba. Charmoso. Sem tempo. Estressado. Cheio de compromissos e tendo que perder dois dias com uma loirinha do interior.
Ele só tinha 25 anos, leitor. E na posição que estava poderia ser meu chefe. Foram dois dias de trabalho intenso. Muito aprendizado. Toda a minha tagarelice se calou. Eu precisava ouvi-lo falar. Fui me apaixonando por cada número, cada índice, cada relatório e por todas as outras frações de inteligência que me subconsciente foi capturando.

Quando voltei ao trabalho dois dias depois, nada mais era igual em mim. Alguém tinha me tirado da zona de conforto. Me dado uma sacudidela no ombro e me expulsado de mim.

Depois de dois dias de convivência, entendi que o que sobrava em mim era medo e o que faltava em mim era voz.

Não adiantava ser uma líder legal e compreensiva, ser uma funcionaria dedicada, pontual, se eu tinha medo de falar e agir. Em uma posição de liderança, não só o seu liderado deve te ouvir, o seu líder quer te ouvir.

Ele me disse: “Marina, se eles te deram um cargo de liderança eles querem que você lidere. Querem que você inove, que você crie, que você busque coisas novas e que você se expresse. Caso sua opinião seja diferente da opinião do seu líder e você tenha argumentação para defender seu ponto de vista, fale! Seu líder quer te ouvir!”

Não sei se eu o respondi, leitor. Meu coração e minha mente estavam se fazendo de durões para manter a compostura e não deixar vazar aquele sorriso maroto que você sabe qual é; ou aquele suspiro de “Meu Deus! Eu vou ficar aqui para sempre!”.

Ele continuou: “Não é você quem tem que questionar sua idade! Eles não se importaram com isso quando te deram a oportunidade e você, também, não deve se importar se quiser continuar onde está!”.

Ainda bem que existe tecnologia e hoje posso dizer, leitor, que ele é meu amigo no whatsapp (aquela intervenção de “uaaau que bo$t@”, porque sei que não é esse o final que se espera dos romances. Me desculpe, mas vou decepcioná-lo e se você não parou lá em cima, pode parar agora.) Eu só precisava escrever esta história, leitor, porque, sempre quis poder dizer como me sentia a ele. E precisava que ele soubesse que foi um divisor de águas na minha vida.

Depois que o conheci, passei a ter voz. Recebi um, dois, três aumentos. Depois recebi uma proposta de emprego em outra cidade para fazer exatamente aquilo que ele me ensinou a fazer.

Hoje estou vivendo a minha melhor fase. Não só profissional, mas, de amadurecimento pessoal . Eu queria tanto que ele soubesse que só sou tudo isso por ele.

Fui convidada esses dias para ministrar uma palestra. Fiquei pensando se posso citá-lo como citaria Seneca ou Platão. Ainda não terminei minha pauta. Acho que posso encaixá-lo ali em algum lugar.

Fato é que nem sempre ficamos com os amores das nossas vidas. E talvez ele nem seja o amor da minha vida. Mas, é alguém que, indiscutivelmente, precisava ter passado por ela.

(...)
Você foi um instrumento de Deus, para me direcionar o melhor caminho! E nem que eu escrevesse dez páginas ou mil textos, eu conseguiria expressar o quanto eu sou grata a você.

Não tinha te falado da palestra ainda! Demais, não é?!

Obrigada por tudo!
(...)
Decepcionei-me com o Direito Penal (mas isso é assunto para outro texto, leitor), estou extremamente feliz com as minhas escolhas.

Após ser “expulsa de mim”, encontrei um rumo novo na vida e precisava escrever.

Nina


domingo, 13 de novembro de 2016

Minha primeira edição de saudade

Da série: tô pagando as dívidas 

Caro leitor, este interlocutor que vos fala tem tanta coisa a dizer, mas, teme que o dedilhar esperto dos teclados, não acompanhe o pensamento acelerado de quem quer tagarelar pelo ano inteiro.
(...)
Me calei em 2016. Será que alguém sentiu falta da nossa retrospectiva 2015? Nunca vou saber, porque cinco mil visitam e cem comentam lá no face (agora vai lá conferir e faça uma regra de três na minha popularidade). Puta que pariu que cheiro de churrasco!!!!! (precisava fazer esta intervenção; cortou meu raciocínio). Me mudei há duas semanas e ainda não fiz amizade com o vizinho. Realidade que vou ter que mudar bem rápido se não quiser morrer pelo olfato! Pura que pariu de novo!!! Acho que é picanha!

Me desculpe pelas palavras chulas aí em cima, mas, acho que já temos intimidade suficiente para isso. Onde estávamos mesmo? Ah, sim! Retrospectiva 2015...

Dois mil e quinze foi um ano e tanto, só que sabe toda aquela magia, que sempre falo, naquela  noite que é exatamente igual a todas as outras, mas, que tem fogos de artifício e traz um sentimento de final de ciclo e início de tudo novo? Pois é, não teve.

Culpa de um namorado contador que tive. Ele dizia que o mês não se encerrava dia 31, que por volta do dia 05 ainda estava organizando movimentos e contas do mês anterior (que po$$@ é essa? Acabar assim com a minha ilusão de que tudo ia recomeçar?). Aí fiquei esperando dar lá pro dia 05 de Janeiro para escrever para vocês.

Porém, tanta coisa de 2015 se arrastou que achei que ele não terminaria nunca. Não consegui fechar minha contabilidade e fui protelando.

Já é novembro, no entanto, talvez eu deva resenhar um pouco mais sobre 2015:

ü  Doze kg a mais;
ü  TCC;
ü  Doze kg a mais;
ü  Meu vestido de formatura;
ü  Doze kg a mais;
ü  Não teve viagens;
ü  Doze kg a mais;
ü  Mas, teve Frutal;
ü  Doze kg a mais;
ü  Meu baile de formatura;
ü  Doze kg a mais;
ü  Não passei na OAB;
ü  Doze kg a mais;
ü  Relacionamentos ruins;
ü  Doze kg a mais;
ü  Os melhores amigos do mundo;
ü  Doze kg a mais;


Se for fazer o balancete (que diabo é essa língua que estou falando?), acho que não devo fazer amizade com o vizinho para comer picanha (“doze kg a mais” lembra?).

Bom, porque eu não consegui encerrar 2015? Estava tudo tão perfeito. TCC aprovado. Provas finalizando; nenhuma dependência. Aula da saudade. Meu bom emprego. Meu baile de formatura... onde estava o erro?

Fato é, e estou aqui para admitir, que recusei-me a fechar 2015, porque não havia passado na OAB. 

O que adiantava o baile, o diploma e não ser “nada”? Preconceito ridículo, eu sei!! Porque ser bacharel em direito te faz ser grande da mesma forma, e nem todo mundo que tem OAB é alguma coisa. Mas, “aquilo” era importante para mim.

Aceitar o fato de que trabalhei os cinco anos da faculdade e de que deixei o TCC para o ultimo ano, porque havia sido promovida no 8º semestre, não mudava em nada a minha cobrança pessoal sobre o meu fracasso.

Então, eu não podia vir lhe dizer isto, leitor. Desculpe-me.

Eu ia deixar para condensar isto no dia 31 de dezembro 2016, que é quando todas as coisas se consolidam para recomeçar. Mas, vou ter tanta coisa para dizer sobre 2016, que já passou de hora de honrar este debito e vir dizer que eu estava com saudade.

Só para constar: meu 2015 se encerrou em 11 de outubro de 2016, quando olhei meu nome na lista dos aprovados.

(Esta carne cheirando pra caramba!! Tá bom, parei!).
Dica de 2015: não namore contadores. Eles são calculistas e vão bagunçar seu calendário. 

Obs: este ü aí em cima era para ser um marcador, mas, não consegui editar. Não me condenem, sou loira! Se os "meninos" de TI quiserem me ajudar, deixem a solução nos comentários. 

domingo, 16 de outubro de 2016

Sobre você


Há uns meses você vem me pedindo um texto. Que quer que eu lhe diga como me sinto em relação a você com palavras poéticas e com coesões em rimas.

Se expressar não é tão fluido como parece, mas, quando conseguimos decifrar o que nos inspira algumas frases vêm como correnteza.

Seria audácia a minha escrever o ponto final de uma história que está em círculos há tanto tempo? Como sair desta roda gigante que sempre passa pelo mesmo caminho? É emocionante quando ela para lá em cima para nos permitir olhar o mundo com olhos de amante, mas, é aterrorizante quando ela destrava e desce depressa. Eu quero descer!

Na última semana, eu pensei muito em nós dois e em todos estes anos de histórias inacabadas e me questionei porque eu nunca me permiti ser sua. A resposta veio clareando paulatinamente: eu perderia o controle.

Me negar sempre foi a melhor forma de ter domínio de mim. Alguns sentimentos são controláveis, outros são imprevisíveis. Destrancar meu coração para você seria um risco imensurável, porque a tenuidade do ódio e do amor nunca fez tanto sentido.  

Nina


segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Como jornalista frustrada que sou, deveria viver de escrever livros e não de justiça. O amor dói menos.

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Te amo

Sonhei com você...

Sonhei com você e quando acordei sofri por ter acordado e por ter te perdido (é brega, eu sei! rs). Acordei com o coração apertado e cheio de um sentimento que eu fingia que já havia esquecido (olha só!  Rimou! Parei!).

Ontem eu pensei tento em você!  Meu subinconciente deve ter me pregado uma peça.

Cômica para ele, trágica pra mim.

Tá chegando seu aniversário e fiquei horas procurando um presente naqueles sites de artigos para viagens, porque sei que você vai adorar.

Pensei em alguma coisa útil desta fez. Algo para organizar pequenas coisas como uma necessaire ou uma carteira para organizar passaporte e outros documentos (ah essa era especial demais). Comprei logo duas. Porque você sabe que eu também adoro e me fez muita falta na última viagem.

Pensei em mandar entregar direto no seu endereço. De forma anônima para não expor, assim de cara, a maratona que travei desde que te conheci.  Depois pensei que soaria muito infantil e pedi para entregarem aqui em casa para eu colocar um bilhetinho. Ótimo. Decisão perfeita. Finalizei a compra. Meu cartão foi recusado. O quê???  O presente não era caro, era só uma lembrancinha, juro! Correspondia a 5% do meu limite. Mas,  foi recusado!!!

Se não for Deus, não sei o que foi.

Deve que foi Ele me impedindo de ser trouxa mais uma vez.

Tentei outra vez! A mesma mensagem. Fui dormir. Sem saber se eu verificaria no banco o que havia acontecido ou se eu esqueceria aquela paranoia de vez.

Virei pro canto, puxei manhosa a coberta e você estava lá. Era um lugar diferente. Não o reconheci. Tinha um lago. Mas, não era nada familiar. Será que estávamos em algumas daquelas viagens que sonhamos juntos?

Jamais saberei.

Hoje eu abri seu pandion e fiquei horas olhando seu nome. Me deu força para vencer o dia. Fiquei lembrando quando suas respostas sempre sábias do outro lado me ajudavam a tomar minhas decisões. 

Hoje, sem elas, tive que amadurecer sozinha. As vezes paro e penso: o que ele faria?

Você está em todos os meus pensamentos: minhas decisões profissionais, minhas decisões acadêmicas. Meus projetos. Meu futuro. Minhas viagens. Acho que eu vou para a Grécia agora! Desisti da Tailândia (por enquanto).

O presente não vai chegar. Apesar de descobrir no banco que era uma proteção ao meu cartão por não ser o site confiável (sim! precisava deixar claro) achei que seria um retrocesso (que falta de senso) te procurar depois de dois meses.

Sexta-feira, quando seu feliz aniversário não chegar pelos meios convencionais que o ser humano usaria, lembre-se que aqui jaz uma poetisa boba que te admira muito e te deseja toda a alegria que se possa ter nesta vida.

Te amo

sábado, 13 de agosto de 2016

Dois dias depois do dia 11 de Agosto e eu estou aqui pensando nas escolhas que fiz. 

Leitor, senta aqui, precisamos esclarecer algumas coisas:

Era uma tarde ensolarada de junho. Embora fria, o sol entrava sorrateiro pela janela. Tinha tudo para ser mais um dia festivo de trabalho, se não fosse um estampido doído de "não queremos mais você". 

Embora eu já estivesse me preparando para aquilo há algum tempo, a realidade dos fatos me doeu um pouquinho o orgulho. 

- Política, política, política e política! - 

Ah se meus dedos pudessem dedilhar tudo que chora aqui no peito. 

Iniciou-se uma sequência de denuncias, leis e direitos. Os preceitos da justiça gritavam na minha mente recém-formada. Delegacias, advogados, multidão e barulho. Dias de glória. Muito alvoroço! Muitas promessas e nada, nada, nada de resultados. 

Cadê a minha segurança jurídica? Aliás, onde está a segurança jurídica dos justos?! Onde estão as leis, além do papel? Onde está a celeridade dos atos e a falta de burocracia? Onde está a transparência dos fatos e o pódio onde os direitos sustentam o primeiro lugar?

...

Aí os dias se passaram, leitor, e na frustração do nada esperar restou o seguir em frente. O que não recebi da lei dos homens, recebi da generosidade de Deus. Como eu estava feliz!

Feliz por estar vendo acontecer comigo, tudo que eu sempre sonhei. Comigo, comigo, comigo!

Ah, que egoísmo! Abandonei na luta, meus companheiros de batalha. Os deixai para apanhar e morrerem sozinhos. "Morrerem sozinhos" - que eco de dor, sinto agora em todo meu ser. 

Tentei retomar meu posto. Liguei para as pessoas que eu achei que estariam ali para ser meu escudo. Mas, desta vez nada de glórias, nada de alvoroço e nenhuma promessa. Um desenrolar curto de "não há nada o que fazer". 

Não tive coragem de voltar ao campo de batalha, olhar nos olhos dos meus, com semblante de derrota e impotência. Queria voltar com uma arma recém criada ou com uma carta na manga para dizer não se preocupem. Mas, não achei a arma e não tenho cartas na manga. 

...

Mas e o direto, Marina? 

Ah! Deve ter se perdido em algum lugar por aí. Enquanto tentava se livrar do ambiente obscuro que todo brasileiro se acomodou a viver. Deve estar escondido, talvez. Esperando. Esperando a coragem de alguém de enfrentar todas as searas. Alguém aqui já ouviu falar em represália? Pois é, tá martelando aqui. 

Aí foi 11 de Agosto, dia do advogado (e aqui vai uma letra minuscula mesmo, doutor de meia tigela). Mas, quando um cliente me procurar no meu escritório vou lhe dizer: Você acredita em Deus? Ou em alguma divindade maior? Então vai para casa e reza! Vou fazer, limitadamente, o que me cabe fazer, e se tivermos sorte, teremos a resposta daqui um ano ou dois, mas, não se preocupe com o tempo, depois tentaremos uma indenização que vai gastar mais uns cinco anos para você receber. E quando você estiver por desistir, lembre-se que Deus vai colocar uma coisa melhor no seu caminho, e se Ele efetivamente colocar, DESISTA!! 


segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Me matriculei na academia e tem uma farmácia ao lado (AO LADO) da minha casa! Tô tão feliz!

domingo, 7 de agosto de 2016

12 kg over

Não sou dessas que sobe na balança todos os dias e, sinceramente, já aprecei uma na Internet esta manhã.

Há mais ou menos um mês, entrei desapercebida em uma farmácia para tentar entender por que minha calça antiga não abotoava e quase tive uma AVC ao perceber que tinha engordado 12kg.

"Como não vi isso acontecer?"

Aí comecei a traçar as desculpas: problemas no trabalho, casa nova, problemas no trabalho, cidade nova, problemas no trabalho, ansiedade, problemas no trabalho.

Mas, nada justifica 12kg. "Como não vi isso acontecer? 12kg em 6 meses????"

6 meses sem sair de casa. 6 meses sem vestir nada além do velho moleton rasgado e 12kg a mais.

Quando falo, ninguém acredita. Só minha mãe: "você tá muito gorda!"

Aí eu falo e ninguém acredita... Porque apesar da desgraça fui abençoada por Deus em ser uma gordinha distribuída.

Aí eu falo e ninguém acredita! Mas, é porque não estão no meu quarto para ver o quanto tem que rebolar para aquela calça subir e porque não conhecem aquela sensação de "graças a Deus não rasgou" depois q vc tira aquela blusa que entalou nos seus peitos.

Aí eu falo "chega vou emagrecer"!! Mas, saí para beber e comer pizza ontem.

Ainda não comprei a balança na Internet e estou aproveitando do álibi de domingo pra justificar o porquê de não estar na academia,  mas, estou aqui contando pro mundo a minha disgraceira e malhando meu dedo no teclado do meu smartphone (não IPhone)  pra ver se me dá uma vergonhazinha e eu crio brilho na cara, ou melhor, nestas bochechas gordas que vos escreve.

Será que se eu tivesse um blogue fitness eu emagraceria?

Amocês!

Beijo da gorda! 😘